Família
Como escolher um plano de saúde familiar: rede, carência, coparticipação e reajuste
As variáveis que decidem se um plano de saúde familiar vai servir: rede credenciada, carência, coparticipação, abrangência e reajuste.
Escolher um plano de saúde para a família costuma começar pelo preço. É compreensível: a mensalidade pesa no orçamento. Mas o preço é só uma das variáveis, e nem é a mais importante no dia em que alguém precisa de atendimento.
Rede credenciada, carência, coparticipação, abrangência e reajuste raramente aparecem juntos no anúncio, e são eles que decidem se o plano vai servir. Este guia explica cada um, para você comparar com mais segurança.
Primeiro: qual tipo de plano faz sentido
Pessoa física pode ter acesso a três formas principais de contratação:
- Individual ou familiar: contratado diretamente com a operadora, em nome da pessoa. O reajuste anual tem teto definido pela ANS. Hoje, poucas operadoras vendem esse tipo de plano, e a oferta varia por região;
- Coletivo por adesão: contratado por meio de uma entidade de classe, sindicato ou associação profissional, geralmente com uma administradora de benefícios. Exige que o titular tenha vínculo com a entidade;
- Empresarial: para quem tem CNPJ, inclusive MEI, que pode incluir a família no contrato da empresa, conforme as regras da operadora.
Cada formato tem vantagens e cuidados diferentes, principalmente no reajuste e nas regras de cancelamento. Vale entender em qual deles a sua família se enquadra antes de comparar preços. Se você tem CNPJ, leia também o nosso guia do plano empresarial.
Rede credenciada: o plano é tão bom quanto os lugares onde você pode usá-lo
A rede credenciada é a lista de hospitais, clínicas, laboratórios e médicos que atendem pelo plano. É a variável mais importante e a mais fácil de ignorar.
Antes de escolher, confira:
- Se há hospital com pronto-socorro perto de casa, inclusive pronto-socorro infantil, se houver crianças;
- Se os laboratórios da região atendem pelo plano;
- Se a maternidade de preferência está na rede, para quem planeja filhos;
- Se os médicos que a família já acompanha atendem pelo plano;
- Se algum hospital de referência aparece só para alguns serviços, e não para todos.
Uma dica prática: pesquise na própria ferramenta da operadora, pelo nome do plano específico, e não pela marca da operadora. Planos diferentes da mesma operadora costumam ter redes bem diferentes.
Abrangência
Os planos podem ter abrangência municipal, de um grupo de municípios, estadual ou nacional. Um plano regional pode ser ótimo para quem vive e se trata sempre na mesma cidade, e custa menos. Para quem viaja muito ou tem família em outro estado, a abrangência nacional pode compensar.
Carência
Carência é o período em que ainda não é possível usar determinadas coberturas depois da contratação. A lei estabelece prazos máximos, que variam conforme o tipo de atendimento (urgência e emergência, consultas e exames, internações, parto), e cada operadora define os seus dentro desses limites.
Quem já tem plano de saúde pode ter direito à portabilidade de carências, levando o tempo cumprido para um plano novo, desde que atenda aos requisitos da ANS. Em alguns casos, as operadoras também oferecem redução de carência como condição comercial. Tudo isso deve estar por escrito na proposta.
Doenças e lesões preexistentes
Na contratação, o titular preenche uma declaração de saúde informando doenças ou lesões que ele e os dependentes já sabem ter. Essa declaração precisa ser verdadeira. Omitir uma condição conhecida pode trazer problemas sérios mais tarde.
Quando existe doença preexistente, a operadora pode aplicar a Cobertura Parcial Temporária, que limita por um período alguns procedimentos relacionados a essa condição. Entender isso antes da assinatura evita surpresas.
Coparticipação
Nos planos com coparticipação, você paga uma parte do valor de consultas e exames quando usa o plano, e em troca a mensalidade é menor.
Para uma família que usa pouco o plano, a coparticipação pode gerar economia real. Para quem faz acompanhamento frequente, tem crianças pequenas ou alguém em tratamento, a soma das coparticipações pode superar a diferença na mensalidade. Olhe com atenção:
- Qual é o valor ou percentual cobrado por consulta e por exame;
- Se há limite mensal ou por procedimento;
- Se internações também têm coparticipação.
Acomodação: enfermaria ou apartamento
Em caso de internação, a enfermaria tem quarto compartilhado, e o apartamento tem quarto individual com acompanhante. A diferença de preço entre as duas pode ser significativa, e a escolha depende do que a família considera importante.
Reajuste: pense no plano daqui a alguns anos
Todo plano tem reajuste anual. No individual e familiar, o índice máximo é definido pela ANS. Nos planos coletivos por adesão e empresariais, o reajuste é negociado entre a operadora e a entidade ou empresa contratante, e não segue esse teto.
Além disso, existe o reajuste por mudança de faixa etária, que acontece quando o beneficiário muda de faixa de idade prevista no contrato. Famílias com pessoas perto dessas mudanças devem considerar esse efeito.
Explicamos as diferenças com mais calma no guia sobre reajuste do plano de saúde.
Um roteiro rápido para comparar
- Descubra quais tipos de plano estão disponíveis para a sua família;
- Liste os hospitais, laboratórios e médicos que não podem faltar;
- Defina a abrangência de que vocês realmente precisam;
- Compare carências e veja se há portabilidade possível;
- Simule o custo com e sem coparticipação, pensando no uso real;
- Escolha a acomodação;
- Pergunte sobre as regras de reajuste de cada opção.
Fale com a LTJ
A LTJ coloca essas variáveis lado a lado antes da assinatura, sem torcida por operadora, e mostra onde cada opção ganha e onde cada uma perde para o perfil da sua família. Se quiser comparar os planos disponíveis para você, ou revisar o plano que já tem, fale com a gente. A primeira conversa serve para entender o seu caso, e a consultoria não tem custo para você.